Mulheres, eu e meu babador.

Por Felipe Albuquerque

Estive ao longo de horas pensando num objeto para esse texto que pudesse contemplar com maior exatidão a temática do nosso blog esta semana – qual seja, “aquilo que é mais legal!”. Foram momentos “árduos” de reflexões e inflexões, dúvidas e incertezas, até eu chegar a conclusão de que, de maneira geral, não há nada mais legal do que você, querida leitora. Quer dizer, não só você, mas também todas as outras meninas do sexo feminino (!) que apresentam o mesmo aparelho reprodutor que você (!) – só que nem tão legais assim, pois não leem nosso blog, rs.

Em outras palavras, o que eu quero dizer é que, além de não podermos viver sem mulheres (vide nossas mães), vocês são essenciais num sábado a tarde para ir “bater pernas” no shopping, conversar sobre coisas interessantes, coisas fúteis; dividir problemas, ouvir conselhos e broncas (vide nossas irmãs!), além de, emprestando as palavras da Katy Perry, serem “so magical”, “so kissable”, “hard to resist, so touchable, too good to deny it” entre uma série de outras características que eu me perderia em infinidades.

Então, de posse do objeto sobre o qual eu havia decidido discorrer e de argumentos tão concretos para comprovar que de fato vocês são o que há de mais legal, parti para o segundo ponto, que seria um modo de homenageá-las e, quem sabe, incrementar ainda mais esse rol de argumentos para sustentar o tema principal. Novamente um processo “árduo” de deliberação, mas por fim, cheguei a conclusão de que não queria partir para aquele velho , ainda que importante, ponto histórico da luta feminista ao longo das décadas passadas – até porque muitos já fizeram isso, incluindo esse que vos fala, nas diversas redações para o ENEM produzidas na escola.

Logo, pensei que um jeito de “inovar” meus argumentos, homenagear vocês, mulheres, e ainda falar de algo que será muito recorrente nos meus posts aqui, seria utilizar as características mais marcantes das artistas pops que estão em evidências nas mídias e que todas as mulheres possuem, resguardadas as devidas proporções, dentro de si. Então vamos lá!

Rihanna – A sexy

Rihanna é a cantora mais sexy que há. Sempre caminhando ali, no limiar entre a vulgaridade e o sensual, ela consegue se equilibrar a cada nova aparição em público. Seu estilo, suas roupas e seu comportamento passaram por intensas modificações ao longo de sua carreira (no início a garota doce; hoje, predominantemente, uma leoa capaz de devorar sua presa apenas com um olhar), no entanto, a essência do fetiche e do erotismo parece emanar de sua pele com muita naturalidade. É o tipo de mulher que assusta qualquer homem, e nos faz pensar em clichês como “muita areia para o caminhãozinho” e despertar, ao mesmo tempo, a nossa vontade de fazer “várias viagens” pra dar conta de tudo isso.

Lady Gaga – A criativa

Lady Gaga é uma artista bizarra. Isso não é ruim, pelo contrário, mostra que ela tem coragem para ser aquilo que quiser e nos revela, a cada nova “bizarrice” que ainda que vivamos numa geração mais “descolada” e “moderninha”, possuímos preconceitos arraigados para tudo aquilo que foge dos padrões. Este elemento que a trouxe à tona só foi possível em virtude de sua criatividade artística, que vai desde a composição de figurinos, elementos de palco e vídeo clipes até a feitura de suas canções. Nada que a cantora elabora tem um significado aleatório; tudo tem um motivo e geralmente ele vem no sentido de polemizar e quebrar paradigmas.

Madonna – A rainha

A grande questão do mundo pop, hoje, é: como fazer algo original sendo que Madonna já fez de tudo? O que vemos por aí, em grande parte, se reproduzindo com alta frequência não só a níveis musicais, quanto comportamentais e artísticos, nos remete ao que o filósofo Theodor Adorno (1903-1969) chamou “kitsch”, dentro da crítica da Indústria Cultural. O que isso significa? Significa que estamos comprando “gato por lebre”, pagando por algo no lugar de outra coisa. O produto só e revestido por uma capa com “ares de inédito”, mas a essência é a mesma. Dificilmente, uma artista pop conseguirá se desvencilhar de algo que Madonna já fez.

Você – A única

Depois de falar de três grandes nomes da música pop e ressaltar uma das características de cada uma, sinto-me na obrigação de dizer: nós conhecemos muito pouco sobre vocês. Talvez até vocês mesmas não tenham muita consciência sobre o que vocês são. A sexy, a rainha, a criativa, a intelectual, a dona de casa, a mãe de família… Vocês assumem tantos papéis dentro da sociedade e, o melhor, os interpretam com naturalidade, que é difícil definir um perfil. É difícil definir. Cada pedacinho, cada característica está interiorizada: são vocês. E, ao meu ver, isso é a coisa mais legal que pode existir! É tão desafiador ter de atravessar esse labirinto de personalidades que muda constantemente; É tão prazeroso (quase) tocar o tesouro que nos aguarda lá no fim… Obrigado por nos surpreender a cada dia, sendo novas mulheres, sendo vocês mesmas. Apenas sendo.

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