The Legend of Zelda: Ocarina of Time. O grande divisor de águas dos games

Por Thiago Mattos

The legend of Zelda: Ocarina of Time é o quinto jogo da franquia Zelda, o primeiro integralmente em 3D. Lançado em outubro de 1998, vendeu cerca de 9 milhões de cópias no mundo inteiro, isso sem contar os remakes para Game Cube e mais recentemente para Nintendo 3DS. Ocarina of Time recebeu em quase todas as críticas especializadas, notas 10 ou muito perto disso.

Existem vários aspectos revolucionários no game e por incrível que pareça, o fato dele ser 3D é o menor deles. Com um enredo complexo e extenso, o jogo na época se tornou disparado o que demandava mais horas para se terminar, sendo que se você quisesse desvendar todos os segredos do reino de Hyrule, no mínimo dobre essas horas. A jogabilidade e suas inovações serviram de base para todos os outros jogos da saga que sucederam Ocarina. A principal delas é o sistema Z targeting, no qual se torna possível travar a mira em inimigos, isso torna as batalhas muito mais elaboradas e com várias alternativas, sendo necessário: calma, estratégia e habilidade para se sair vitorioso em confrontos épicos. A trilha sonora feita por Koji Kondo é um absurdo de perfeição, ela consegue transmitir todas as emoções possíveis em forma de música, sem contar no salto gráfico, que para a época foi gigantesco.

Ainda existem curiosidades e polêmicas sobre o jogo. Na América do norte, Zelda foi classificado como livre, já em outros países como o Brasil, recomenda-se que crianças com menos de 10 anos não tenham contato com o game, indicação na qual eu concordo, tudo culpa não só da trilha, mas dos efeitos sonoros produzidos por Kondo, especialmente em locais como o Shadow Temple, onde há caveiras por todo lado e um inimigo chamado ReDead, que traumatizou a infância deste que vos escreve (risos), esse zumbi solta um grito estridente toda vez que avista Link (você). A comunidade muçulmana também não gostou da música do Fire Temple, pois incluía cantos dessa religião, justamente num local cheio de fogo, que remete ao inferno. Um dos escudos de Link possuí um símbolo muçulmano (Lua com estrela), talvez pra compensar, nunca se sabe. O fato é que na versão do jogo que a maioria das pessoas tem, os cantos muçulmanos foram removidos e na versão do Game Cube o escudo foi modificado. Aqui abaixo, um link para os curiosos pesquisarem a respeito.

http://www.google.com.br/search?btnG=Pesquisar&hl=pt-BR&tbm=isch&ct=mode&cd=2&biw=1366&bih=643&q=Mirror%20Shield%20Zelda.

Uma pequena sinopse do jogo: Link e Zelda passam por vários desafios para impedir que Ganondorf pegue o Triforce. A oportunidade do malvado surge quando Link alcança a espada mestra, seu corpo de criança é selado por 7 anos até  que se torne um homem. O Sacred Realm fica aberto e Ganondorf consegue seu objeto de desejo, contudo por ser indigno de tal façanha, o triforce se separa em 3 partes: Ganondorf fica com power, Zelda com wisdom e Link com courage. Agora o vilão precisa reunir os outros dois para unificar seu poder. Enfim, devido a todas as características apresentadas. The legend of Zelda: Ocarina of Time, é um forte argumento na luta pelo reconhecimento de jogos de vídeo-game enquanto obras de arte. Pois se trata de uma obra-prima sem precedentes na humanidade. Um jogo que simplesmente não envelhece, exatamente como quadros de grandes pintores, castelos projetados por grandes arquitetos e clássicos do cinema.

Nota: 10. (quem achar que merece menos tem que justificar muito competentemente)

Vídeos:

Música do Fire Temple.

 

Música do Shadow Temple.

 

Batalha do Forest Temple.

 

  1. vinicius

    Esso jogo tá no top jogos da maioria das pessoas q jogou! As batalhas com os chefes eram mto épicas. A Song of Storms é a melhor música! (Dois jogos seguidos de N64… plataforma favorita? =] )

  2. thipmattos

    É Vinícius, nesse primeiro mês vai ser só sobre Nintendo 64. Qualquer coisa que seja Nintendo eu adoro kkkkkk. Os meus artigos sobre games irão ficar mais concentrados na Nintendo mesmo, mas isso não quer dizer que deixaremos outras marcas de fora. Clássicos como Final Fantasy, Assassin’s Creed e Diablo serão contemplados também, mas talvez por outros colaboradores. Sempre nas terças-feiras, espero que o pessoal esteja gostando.

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