Série Need for Speed: adrenalina e capitalismo como fonte de sucesso.

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Por Thiago Mattos

Quando pensamos em jogos de corrida voltados para o público adulto, Need for Speed é o primeiro que vem à cabeça de muitos. Essa série de jogos publicados pela Eletronic Arts desde 1994 é um dos maiores sucessos comerciais da atualidade, com lançamentos quase todo ano. Isso satisfaz o desejo de ter automóveis possantes e sair tirarando “rachas” pela cidade, desejos que muitos apaixonados por velocidade possuem e que devem manter no plano virtual (é bom deixar claro minha posição).

Os jogos já passaram por 3 gerações, a primeira foi de 1994 até 2002, em que se tinha uma abordagem mais “light”, carrões esportivos indo a lugares exóticos, com o foco principal nas corridas, porém com o tempo as vendas foram declinando e a Eletronic Arts resolveu mudar a abordagem dos games, nasceu então a série “Underground” que alavancou o sucesso da série novamente. No entanto os últimos lançamentos parecem estar voltando a temática original, daí considerarmos haver três gerações.

Essa segunda geração teve o foco no chamado tuning, isto é, na personalização dos carros, não só do ponto de vista do desempenho, com motores, suspensões e o famoso Nitro, mas com luzes estilosas, pinturas no capô ou nas portas, caixa de som etc. Tudo isso demanda muito dinheiro, para consegui-lo, o jogador deveria criar uma reputação invejável no mundo dos “rachas” obscuros de grandes metrópoles, conseguir contratos com marcas de revistas e DVD’s, enfim, tudo para gerar mais dinheiro para poder gastar ainda mais com Camaros, Mustangs Lamborghinis etc. As infinitas combinações de tuning possíveis com os carros e o desejo de ter mais dinheiro para conseguir mais carros criam uma atmosfera viciante no gameplay que contagia muitos jogadores.

O ambiente de poder e liberdade que o jogo traz é potencializado pela imensidão das metrópoles em que se dirigi e pela trilha sonora, em que temos desde Snoop Dogg até Rise Against, isso porque as músicas predominantes tem duas características, ou são esses Hip-Hops estilo “era pobre e ferrado, agora sou rico, sou foda” ou uns Rocks em que se valoriza o sentimendo da liberdade e fazem acelerarmos ainda mais. Existem exceções, como algumas músicas que “puxam” mais pro House, mas podemos dizer que aqueles dois estilos dominam uns 90% dos games da série.

Os games Need for Speed são excelentes para desestressar, acelerar pelas megalópoles fictícias sem se preocupar com mais nada, apenas em ter um carro sensacional que 99% dos que jogam nunca terão. Como todo jogo de corrida mais adulto, Need for Speed tem um pequeno viés machista, a imagem de mulheres lindas e sensuais é sempre relacionada aos carros que estão fazendo sucesso e até mulheres da vida real, como a modelo Brooke Burke já foram usadas para promover o game, é aquela frase símbolo do mundo machista perfeito “ Carro, mulher e dinheiro”, a ordem é você que decide.

ImageBrooke Burke

A conclusão que eu chego é que Need for Speed é o melhor racing game pra se jogar sozinho, o raio de exploração é gigantesco e demora muito pra enjoar, enquanto que Mario Kart, um jogo muito simples no single player, segue imbatível no multiplayer.

Vídeos: No primeiro vídeo temos uma propaganda do Need for Speed Underground 2, posteriormente, a cena dos carros subindo o corpo da moça foi retirada (por que será?). Depois temos um vídeo do gameplay de Need for Speed Hot Pursuit (2010), que é um retorno ao início dos jogos, corridas alucinantes em que se pode escolher ser fugitivo ou policial. Pra finalizar, um tuning do Need for Speed Most Wanted.

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