A mente de um Surfista Solitário

 

a imagem de uma das praias mais gostosas que eu já conheci, Ponta Negra, em Natal.

Penso que o estado ideal do ser humano seja o seu mais íntimo, diligente e ferrenho individualismo. Há uma explicação bastante clara para essa minha tese: segundo Vygotski afirmou – e essa ideia ainda se perpetua sem grandes abalos científicos – a mente é social. Em outras palavras, todas as nossas vivências, sejam elas intelectuais ou empíricas formam o que nós somos hoje; e por essa formação receber influências constantes do meio – porque, teoricamente, estamos vivos e experienciando – somos pessoas diferentes a cada novo instante.

E quando eu digo estado ideal, refiro-me à utopia que sempre nos acomete quando passamos por algum momento não muito bom ou até mesmo ruim, de fato, em nossas vidas. A perda de um ente querido, o término de um relacionamento; os mendigos estendendo suas mãos sujas e ossudas me dá um trocado?; as guerras infindáveis no Oriente Médio e a iminência constante de atentados terroristas; um livro ou um filme dramático com o qual nos identificamos e nos condoemos por dias. Se o real desejo é que não nos sintamos comovidos por essa realidade diária, eu reafirmo: nosso estado ideal é o individualismo.

Talvez, daí, surja a fascinação do homem pelas máquinas: elas não sentem, elas não são movidas pela necessidade, nem se preocupam com as mazelas do mundo. A máquina é apenas a máquina; inteligente e individual a ponto de creditar, a si mesma, a panaceia de que ela precisa pra sobreviver. E se basta.

Supondo que, de fato, nosso estado ideal seja fundado no indivíduo e a nossa busca é para que não sintamos mais nada, fica fácil concluir que estamos deixando de ser humanos, para nos tornarmos seres autômatos. E será tão mais fácil (sobre)viver.

Mas, infeliz ou felizmente, por enquanto, ainda somos mais que nosso próprio umbigo – e, reiterando, nossa mente é social, não artificial -. Você provavelmente já leu algum O cortiço e, desde então, teve de se deparar com questões deterministas de como o meio nos influencia – e de como, as vezes, ele consegue se sobressair à nossa própria racionalidade.

No entanto, admito que meu motivo de escrever este post talvez seja menos nobre que citar uma teoria de Vygotski e demonstrar um pouco do que eu venho aprendendo nesses semestres iniciais de faculdade. Todo esse argumento (pseudo)elaborado para te convencer até agora é, na verdade, um raciocínio para eu me sentir menos frustrado em ter acordado muito bem (não só pela agradável noite de sono, mas pelo rápido cronograma mental que fiz ao pensar no meu dia de hoje – e nos vindouros); pela minha mente ser tão social e meu humor ser tão vulnerável às oscilações do meio.

Defendo-me: como não ficar feliz ao acordar ouvindo a voz dos pais reverberando pelas paredes da casa? É tão bom! – Já faz seis anos que eu moro na capital com minha irmã, eles estão aqui de passagem (em constante passagem, por sinal, rs) -; ou então receber logo cedo uma ligação bom dia ou um sms hey, sumido!; sentir-se lembrado nos dá uma sensação de magnitude e completude tão grandes que por mais que a rotina diga tic-tac-tic-tac-pouco-tempo-corra e esteja nos transformando em cronômetros, são essas pequenas coisas, detalhes, que ainda nos tornam seres humanos.

Hoje é aquele dia do mês, a última-quarta (que, na verdade, agora é toda quinta), que eu me desobriguei, assim deliberadamente democraticamente comigo mesmo, a falar de música e a falar mais sobre coisas aleatórias, crônicas, etc. Mas eu ouvi essa música do Gabriel o Pensador com participação do Jorge Ben Jor na rádio, assim que liguei na “tupi fm” (sdds, laila dominique) pra arrumar meu quarto. E é impressionante a capacidade de deslocar que essa onda da música traz. Não sei se é minha (muita) saudade da praia ou se é de total responsabilidade do “Surfista Solitário”, mas eu abri a janela pra esse sol escaldante e já estava pegando meu kit-farofa, sombreiro, tanga (canga?! – sempre confundo -) e cadeira reclinável pra me estirar na areia às margens do Rio Cuiabá.

 

 

Só posso desejar não ouvir mais essa música hoje, para a vontade instintiva não voltar. E claro, que esse tempo seco não influencie minha vida amorosa. Determinismo seletivo, por favor.

 

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Saga RPG de jogos Pokemon: Games que fazem crianças inteligentes

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Por Thiago Mattos

 

Hoje falaremos dos jogos de Pokemon, mais precisamente de seus games RPG, todos lançados para portáteis (Todos os tipos de game boy e Nintendo DS).  Pokémon vem a quase duas décadas tendo jogos que são considerados para crianças, porém que tem um nível de complexidade elevado. Essas características fazem da saga um excelente exercício para a mente dos jovens.

Os pokemons são criaturas adoráveis, os cenários são singelos e as musiquinhas agradáveis. Essas características infantis contrastam com o elaborado funcionamento do game. Os bons jogadores sempre estão de olho no nível, vida (HP), ataque, defesa, ataque especial, defesa especial e velocidade dos seus monstrinhos. Todo esse Status acompanha os pokemons desde Pokemon Red e Pokemon Blue, os primeiros jogos da série, lançados no Japão em 1996 e nos EUA apenas em 1998.

É claro que a “criançada” conseguia facilmente simplificar o jogo da seguinte forma: treinava seus pokemons até eles ficarem sempre em vantagem em relação ao nível dos líderes de ginásio, que são os “chefões” dos jogos e estão espalhados pelas cidades do continente que varia de acordo com o jogo que você estiver jogando: Kanto, Johto, Hoenn, Sinnoh, etc. Essa tática é legal de se fazer, pois você humilha facilmente seus adversários quando tem pokemons mais fortes. Contudo, os jogos podem ser zerados de maneira mais rápida se você tiver mais domínio da relação de força dos tipos dos pokemons e as principais características do Status dos seus pokemons. Acreditem, seguir o jogo ganhando dos líderes de ginásio naturalmente, sem ter que passar horas treinando seu time para ganhar de cada GYM leader é muito mais empolgante.

O base do enredo dos jogos é sempre a mesma, você é um menino/a, que mora numa cidade pequena com a mãe, perto da sua casa, sempre tem o laboratório de um grande professor entusiasta do estudo dos pokemons, esses professores aproveitam a vontade que você tem de se tornar um mestre pokemon e lhe entregam uma pokedex, uma espécie de enciclopédia digital que salva dados das criaturas que você encontrar e capturar pelo continente. Seu objetivo no jogo é se tornar um mestre pokemon após conquistar todas as insígnias dos líderes de ginásio e derrotar a elite dos 4, mas conforme você vai visitando cidades e completando sua pokedex, aventuras paralelas aparecem e o game vai se tornando perigosamente viciante (risos).

O jogo incentiva o raciocínio lógico-matemático de maneira impressionante, quando um pokemon de fogo ataca um pokemon de planta, o dano será duplicado, entretanto será reduzido pela metade caso aquele ataque um pokemon de água, os diversos tipos de pokemon dão uma noção básica de ciências, a infinidade de ataques e cidades fazem bem a memória e salvo as primeiras versões, o jogo traz a relação de afeto que o treinador tem com cada pokemon e isso se torna determinante nas batalhas. Além de tudo isso, os jogos sempre trazem a moral de que só com trabalho coletivo, união e amor entre o jogador e seu time, você conseguirá ser um verdadeiro mestre.

Em suma, Pokemon é uma lição de vida, é possível treinar seu inglês, aprimorar sua memória e seu raciocínio matemático, além de aprender valores morais para se levar para a vida real. É claro que nada substitui uma educação formal de qualidade e o fato de jogar excessivamente qualquer jogo não é positivo, porém não devemos excluir o fato de que há jogos que trazem lições de cidadania e são muito mais que simples diversão e passatempo. Existem jogos que são obras de arte, Pokemon é uma aula.

Vídeos: Aqui temos dois vídeos de Pokemon Diamond, preferi pegá-los pois a qualidade de vídeos feitos com as versões anteriores é problemática. Temos a batalha contra a Gym leader Fantina, uma personagem que me conquistou durante o jogo e a batalha contra a campeã Cynthia, ambas com excelentes trilhas sonoras como sempre.

 

 

Idols e Idol Groups – É que nem formação de quadrilha, só que com meninas bonitinhas que cantam.

Por José Augusto Neto

A palavra ídolo por definição significa: Objeto ou pessoa pelo qual se nutre adoração. Para música, em especial para o gênero J-POP, ídolo tem outro tipo de significância que, a sua maneira, mantem relações com sua descrição no dicionário.

A aplicação do termo Idol no Japão começou nos anos 60, inicialmente era referido com idol toda cantora ou atriz com idade entre 14 e 16 anos e cantores entre 15 e 18 anos. Aos poucos o uso do termo começou a requerer uma série de regras, sendo referidos com Idol, apenas aqueles cantores que cumprissem tais regras. Essa regras incluem restrições como: Não beber ou  fumar,  namorar ou sair com fãs, apresentar formas de comportamento ofensivo ou agressivo, além de outras restrições.

Quando tais regras são quebradas o artista sofre inúmeras penalizações tanto por parte de sua empresa quanto por seus fãs. Um exemplo recente é o da cantora Sashihara Rino do grupo AKB48, que foi acusada de ter se encontrado com homens durante seu período de trainee, a jovem foi penalizada com a realocação dela no grupo mais jovem da família 48 o HKT48. Outro exemplo que merece ser lembrado é o da cantora Ai Kago ex-integrante do grupo Morning Musume que foi flagrada fumando por duas vezes e depois foi pega saindo com um homem quase 20 anos mais velho do que ela, após esses escândalos Ai foi retirada do Hello! Project, grupo “Mãe” do Morning Musume.

Muitos artistas famosos como Ayumi Hamasaki, Namie Amuro e grupos como Perfume, começaram suas carreiras como idols, mas posteriormente migraram para conceitos mais adultos ou outros estilos musicais.

São diversos os Idols e Idol groups no mercado atualmente, mas como de costume vou dar ênfase aos que a meu ver são mais relevantes.

AKB48:

Algumas integrantes do AKB48 em um dos singles mais recentes “Manatsu no Sounds Good”.

É o primeiro grupo da, hoje, família 48. Surgiu em 2005 idealizado por Yasushii Akimoto, com o conceito “ídolos que você pode encontrar”. AKB é um acrônimo de AKihaBara, bairro no Japão onde está localizado o teatro do grupo no qual são realizadas quase que diariamente apresentações das meninas.

O grupo apresentou conceitos únicos como a divisão em time (Times A,K,B e 4) e a eleição do Senbatsu. Senbatsu é a denominação que é dada ao grupo principal, aquele que frequenta os programas de auditório, lança mais singles e faz mais aparições públicas. Na eleição são escolhidas através de voto entre as 237 (JESUS!) membros as 16 garotas mais populares para integrar o senbatsu. Hoje a família 48 já conta com mais outros grupos como: SKE48, NMB48, HKT48, todos situados no Japão ,o JKT48 que é situado em Jacarta, capital da Indonésia, e o ainda não lançado SHN48 situado em Shangai na China.

Ainda que ao primeiro momento cause estranheza a grande quantidade de membros e que devido essa mecânica de eleição membros com mais talento vocal fiquem apagados pelos membros mais populares, AKB48 merece atenção pela inovação no mercado da música bem como na integração dos membros com os outros meios midiáticos ( inúmeras integrantes fazem participações como MC’s, Atrizes e outros)

Morning Musume:

Morning Musume em “One, Two, Three.” seu 50º Single
(De cima para Baixo da esquerda para a direita: Mizuki Fukumura, Haruka Kudo, Sayumi Michishige, Kanon Suzuki, Haruna Iikubo, Sato Masaki, Erina Ikuta, Reina Tanaka, Riho Sayashi, Ayumi Ishida.)

Eu diria que Morning Musume é o precurssor dos Idol groups como conhecemos hoje, Morning Musume foi criado por Tsunku em 1997 e foi o primeiro grupo a integrar o Hello! Project, Alma Mater de grupos como Berryz Koubou, C-ute e cantoras como Erina Amano e Aika Mistui.

Morning Musume institui o conceito de graduação, onde os membros mais antigos do grupo deixavam o grupo dando a possibilidade de entrada para membros novos através de audições. Ainda que hoje o Morning Musume não faça tanto sucesso quanto antigamente, o grupo merece atenção uma vez que sua formação mutável e menor número de integrantes, se compararmos com AKB48, possibilitam que se de maior atenção às membros mais talentosas.

Outros grupos e cantores merecem também ser lembrados como: Fairies, KinKin Kids, SMAP, Berryz Koubou, C-ute, Nogizaka46, Arashi, Sexy Zone e Super Girls.

Ainda que algumas pessoas olhem com reservas para os Idols, que algumas músicas possuam a profundidade emocional de uma poça d’água e que muitos membros dos grupos peguem carona no talento dos membros mais talentosos, não tenho receios em recomendar que se ouçam músicas dos Idols, mesmo que algumas, como eu já disse, não demonstrem muita coisa, outras mostram que muito mais do que beleza os Idols possuem muito talento.

Idol Groups Playlist

(Notícias de Ultima Hora: Houve uma redistribuição nos times do AKB48 e agora o time 4 não existe mais)

Bonitinha, mas ordinária

(cenário: o interior de um ônibus em movimento num dia de muito sol)

Senhora faladeira: cai não, menino!

(menino após tropicar na porta do ônibus se apoia no braço de um dos acentos)

Menino (sorrindo sem graça): pode deixar, senhora. Aqui nóis trupica, mas não cai!

(menino, agora devidamente digno, estende o braço entregando uma nota de R$10, 00 ao senhor motorista/cobrador)

Senhor motorista: não não, moço. Agora a gente não recebe mais não. Tem que comprar o cartão. Agora só com o cartão.

Menino (indignado): então pare pra que eu possa descer! Onde compro o cartão? Só no MTU?

Senhor motorista: não, pode ficar aí, moço. Nessas paradas de ônibus vende cartão com o pessoal da MTU. Eles tão por aí, fica tranquilo, pode ficar aí.

Senhora faladeira: vê com o Adalto. Adalto sempre tá alí berando a Getúlio Vargas. Fala com ele.

Menino (conformado): tudo bem.

Senhora faladeira: mas você não tem cartão? É estudante de mochila e tudo!

Menino: pois é, até tenho, mas a faculdade tá de greve.

Senhora faladeira: faz qual faculdade? UNIC?

Menino: não, UFMT.

Senhora faladeira (rindo de deboche): rum, diz que UFMT é pra rico e UNIC que é pra pobre; filhinho de papai paga um cursinho aí no Farina, paga dois mil reais por mês e passa.

Menino: é mesmo?

Senhora faladeira: é sim. Vai dizer que não é?

Menino (sem querer entrar em discussões): é… Mas agora tem as cotas aí, né. Isso vai mudar.

Senhora faladeira (brava): tomare que mude.

(Pausa. Silêncio. Buzina. Motor do ônibus acelerando).

Senhora faladeira: eu, por exemplo, agora vou fazer um cursinho aí pra ver se aprendo ingres. Falar com os gringo que vem pra copa.

Homem de camiseta azul (ao lado do menino – que se segura para não tecer comentários -): hummm, que isso hein?!

Senhora faladeira: não é porque tenho sessentão que não vou dar um jeito de falar com os gringos… quem sabe aí…

Homem de camiseta azul ao lado do menino (mudando o peso do corpo de perna, para se apoiar à arrancada do ônibus. Ainda rindo): sim, claro…

(ônibus para. Menino compra o cartão, não com Adalto, mas com outro cara que a Senhora faladeira cumprimenta como se fosse ele mesmo).

Senhora faladeira: tarde! dia quente, né moço?

(moço não ouve, pois as bundas de quem sobe no ônibus interceptam o diálogo. Ela não insiste)

(menino recebe o troco e segue a manada que está a passar pela catraca)

Menino: até mais, senhora!

Senhora faladeira (acenando com a mão direita): tchau.

Menino (balbucia, sentando-se num dos bancos mais ao fundo, surpreso com a senhora faladeira): que engraçada.

(aos fundos, a voz da senhora continua a reverberar, enquanto se dirigia ao seu novo interlocutor – homem de camiseta azul – disputando com o som roufenho do motor).

Menino (ainda surpreso, sorrindo): pobre homem de camiseta azul.

(e o ônibus vai embora)

Isso (cena supracitada), evidentemente, não aconteceu comigo quando eu voltava da autoescola na tarde de hoje, enquanto tomava um ônibus, totalmente distraído e aos trancos pela ansiedade e possibilidade de perdê-lo, ao mesmo tempo em que havia decidido e começado a maquinar sobre este post. A qualidade não chega aos pés de uma homenagem digna que “o tema” merece, mas relevem e se apeguem à intenção: foi transcrito com fidelidade, risos e esmero. rs.

Ouso dizer que sou corajoso para escrever qualquer coisa sobre ele; deveria me limitar à admiração, mas não me resigno. Vocês, meuzamigosleitor, me deixam a vontade; e, de repente, é como se eu estivesse conversando com a Giovanna. Então, vamos desvendar a identidade da nossa homenagem de hoje.

Há exatos 100 anos, nascia aquele que viria a se tornar um dos maiores nomes da história do nosso país. Nelson Rodrigues, dramaturgo considerado por muitos o pai do teatro brasileiro, despontou com sua Vestido de Noiva, em 1943 e, desde então, somou a sua vasta biografia, dezessete peças, nove romances, sete livros de contos e crônicas e milhares de artigos de jornais.

Suas palavras se juntavam no papel sempre coesas pela inspiração e admiração que possuía pela morte e adultério. Em verdade, Nelson retratava uma face do Brasil que, segundo o jornalista Augusto Nunes, ainda “tenta inutilmente esconder as taras, as vergonhas familiares, a guerra conjugal, o adultério, os preconceitos, a sexualidade reprimida, a mesquinhez patológica”, um país que reflete bem a dualidade maniqueísta – de tentar se esconder por detrás do pudor.

Mas não há fechadura que Nelson não tenha espiado – não, exceto essa que você certamente pensou, Big Brother -. Como ele se definiu: “Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico (desde menino)”.

E o menino Nelson continuará vivo nas mesas de botequim, palco em que, corriqueiramente, se reproduzem suas frases, bem como em suas peças que nunca saem de cena, estreladas por nomes como Marília Pera e Fernanda Montenegro. No dia 21 de dezembro de 1980 – quando veio a falecer – “o homem que passou a vida inteira pensando na morte, se foi. Nunca se saberá se já tinha descoberto que era imortal”. E, concordando com Augusto Nunes, se sentará com nossos filhos, e netos, e bisnetos num bar, rememorando e revivendo grandes momentos da humanidade e da sociedade de nosso país. Porque as personagens mudam, mas os tipos transcritos por Nelson serão tão eternos quanto ele mesmo.

Para fechar a breve homenagem, indico o mais recente videoclipe da Azealia Banks, cantora que já mencionei aqui outras vezes e que é a nova queridinha da música, da moda, do entretenimento. Assista, Van Vogue:

 

O videoclipe é bem simples, mas traz claras referência do detetive Dick Tracy (cujo filme têm como trilha sonora Vogue, da Madonna), mostrando, também, a face fashion-sexy da nova queridinha da moda, que em meio às águas, desfila a mais recente coleção de Alexander Wang.

 

Madonna e Warren Beatty (como Dick Tracy)

Azealia pode não ter nada a ver com todo o contexto, muito menos ter relação direta com nosso país – que foi a grande fonte de inspiração para Nelson -. Mas ela bem que, artisticamente, parece ser personagem retirada de uma das obras do dramaturgo; seja pela oralidade lacônica, seja pela reprodução com um inglês coloquial falado nas ruas de Nova York; seja pela vulgaridade dos palavrões sujos, tão polêmicos quanto Um beijo no asfalto; ou só pelo fato de ser uma mulher a falar de tudo isso (de pu$$y e a$$) quando lhe convier. A grande genialidade da figura Azealia, é que ela representa em si, a ambiguidade: elegante, marcas caras, bitch wering. Azealia é a típica bonitinha, mas ordinária; saudades de Geni.

FIFA x PES: A grande rivalidade atual dos games.

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Por Thiago Mattos

 

Não irei frustrar os leitores do nosso glorioso Pacult, ao contrário de Sonic x Mario, onde havia elementos suficientes para optar pelo narigudo ao invés do porco-espinho, o que é possível porque são jogos distintos, com histórias e temas diferentes e conseguimos ver que (cada um dentro de sua finalidade), um jogo involuíu e o outro no mínimo manteve o mesmo nível. FIFA e PES são jogos que tratam do mesmo tema, o futebol, e por terem atingido um nível de excelência em propostas de jogo diferentes, não podemos decidir qual é melhor.

Portanto, a finalidade desse texto é homenagear estes dois games, que são excelentes na abordagem que trazem, FIFA em ser um simulador e PES uma coisa mais lúdica, veloz e empolgante. No entanto podemos dizer que nem sempre foi assim, PES atingiu seu padrão de excelência antes do concorrente, até pelo fato de sua proposta ser mais simples, FIFA conseguiu equiparar a qualidade só em 2008, logo, é sim possível afirmar que até aquele ano, PES era melhor que o FIFA, independentemente dos objetivos que os dois traçavam.

Até 2008, os games FIFA patinavam na intenção de ser um simulador perfeito, e devido a tantas imperfeições no jogo do concorrente, PES conseguia ser melhor para todos os gostos, só ficava a ressalva das licenças e direitos autorais que o rival conseguia muito mais facilmente por motivos óbvios. Ultimamente PES vem passando por uma fase de estabilidade, pouco muda na jogabilidade de uma edição para a outra e a maioria das modificações ficam por conta da inteligência artificial de quem não está com a bola e os gráficos , a essência do jogo em si, nunca mudou.

                FIFA quis ser um jogo a frente do seu tempo e talvez por isso, só conseguiu se equiparar ao PES nessa atual geração de videogames, com o PS 3 e o XBOX 360, até 2007 a impressão que se tinha era de que quanto mais o FIFA tentava aproximar o game do esporte, mais distante eles ficavam, com a engine mais potente dos games da atual geração, os jogos da franquia finalmente conseguiram nadar de braçada no que diz respeito a realidade futebolística, ajuste da potência dos chutes e cabeçadas, inteligência artificial, dificuldades para driblar e corpo a corpo. Finalmente tínhamos um simulador de futebol.

As últimas edições dos dois games apresentaram poucas modificações, parece que a Konami e a Eletronic Arts estão satisfeitas com o padrão que alcançaram e talvez estejam reservando grandes novidades somente para a próxima geração de videogames, em suma, os FIFA e PES 14 ou 15 prometem demais. Por enquanto sou obrigado a concordar com o pensamento que rege as opiniões sobre os dois. “Gosta mais de futebol que videogame, você prefere FIFA, gosta mais de videogame que de futebol, você prefere PES”. De acordo com essa frase, a maioria dos consumidores dessas franquias prefere futebol a videogame, pois as vendas do FIFA vêm abrindo vantagem em relação ao PES. A conclusão que chegamos é a de que o PES vai precisar fazer alguma coisa para relembrar os tempos pré-2008 e reconquistar o mercado. PES fez 1 x 0 no FIFA em 2000, este buscou o empate em 2008 e a tendência é que vire o jogo até 2014, porém, é ingênuo acreditar que a Konami não tenha uma carta na manga para os próximos anos.

Vídeos: Uma comparação do Globo esporte em fevereiro de 2010 e dois vídeos de um debate bem humorado no Game Up da ESPN brasil, comparando os jogos de 2011.

 

 

 

 

Kyary Pamyu Pamyu – O Império do WTF contra-ataca.

Por José Augusto Neto

Kyary nasceu Kiriko Takemura, mas assumiu a identidade quase mitológica de Caroline Charonplop Kyary Pamyu Pamyu mais conhecida como Kyary Pamyu Pamyu.

Kyary começou sua carreira como blogueira de moda quando em 2009 foi fotografada por um Trend Hunter da revista KERA onde se tornou um fenômeno entre leitores e posteriormente uma modelo recorrente da publicação.

Capa mais recente de Kyary na revista KERA, publicação voltada para a juventude punk frequentadora das avenidas do bairro Harakuju.

Em 2010 , ainda como estudante de ensino médio, dá seu primeiro passo na carreira musical assinando com a Avex Trax com o nome de Kyary e lançando  o single “Miracle Orange” para o projeto highschoolsinger.jp. Já como Kyary Pamyu Pamyu, mas ainda sob a supervisão da Avex Trax lança o single Loveberry e o álbum Kyary Pamyu Pamyu no Ghibli Set, que é uma compilação de várias músicas de trilhas sonoras de filmes do Studio Ghibli que foram usadas para um photshoot da cantora.

Na metade do ano de 2011 a cantora termina seu contrato com a Avex e assina com a Warner Music e em gosto lança o single “PONPONPON”.

“PONPONPON” gerou uma enorme repercussão, com cenários inspirados em elementos da cultura Harakuju, coreografia fácil e o dissimulado refrão repetitivo “PON PON PON WAY WAY…”, a música atingiu novos patamares chegando a ser comentada em um tweet da cantora Katy Perry.

 Após o sucesso estrondoso de “PONPONPON” a cantora ainda lançou mais dois singles: “Tsukema Tsukeru” em Dezembro do ano passodo e “CANDY CANDY” neste ano, que também fizeram muito sucesso.

Sob minha óptica Kyary é uma artista boa, mas incompleta, Seus vocais são fracos e as letras de suas músicas são vazias de significado e repletas de palavras repetidas, ainda assim é praticamente impossível não se pegar cantando um dos hits da cantora após ouvi-los pela primeira vez.

Ainda que tenha muitos pontos negativos Kyary cria um escudo com a enorme criatividade de seus clipes. Cada clipe possui cenários únicos onde Kyary assume os mais diversos papéis e é acompanhada de personagens excentricíssimas. Em “PONPONPON” a cantora se torna uma garota mágica acompanhada de uma estranha garota gorda que dança loucamente, já em “Tsukema Tsukeru” ela se torna a rainha de um império onde diversos leões dançarinos cumprem a função de pajens.

Kyary é assim, louca ,mas fofa é uma daquelas cantoras que você teima em não gostar, mas aquele charme meio fora de órbita de suas musicas te toma de assalto e você acaba se rendendo as repetições dos refrãos e as danças fáceis. Ainda que com algumas reservas recomendo a todos que ouçam Kyary: Duvido que alguém conseguira ficar sem cantar “PONPONPON” depois de ouvi-la.

Outros Vídeos de Kyary:

Liberdade à cinquentona – e o caso Pussy Riot

O post de hoje está cheirando velinha queimada (velinha, não velhinha, sem trocadilhos maldosos, pessoal). Isso porque a, consensualmente, Rainha da música Pop está completando 54 anos, sendo que 30 dessa longeva vida foram dedicados a uma carreira de polêmicas, fãs, bandeiras, revolução, sexo, sexismo e, por fim, de um modo geral, êxitos. Aqui no PACULT, num dos meus primeiros textos, discorri sobre o seu pináculo que ainda não deu indícios de declínio e os elementos que a mantiveram no topo: em homenagem, indico a releitura.

A rainha, diligente e, por isso, em constante atividade, comemorou a data na Noruega, em cima dos palcos, com sua turnê mais recente MDNA – que tem previsões de ser a mais lucrativa feita por uma mulher – . Há quem queira destroná-la; há quem diga que seu tempo pereceu. A opinião deste humilde resenhista é: num mundo em que ainda há tanta repressão, tantos tabus e tantas tarjas pintadas de negro, alguém que represente o diálogo, a liberdade e diferentes opiniões e morais que não as intolerantes vigentes, deve continuar em movimento.

Amanhã, por exemplo, o futuro de três garotas será decidido no tribunal. Falo das Pussy Riot, grupo de punk que invadiu uma catedral ortodoxa na Rússia para cantar seu punk-rock esculhambando o patriarca da Igreja que apoia incondicionalmente Vladimir Putin – o principal alvo das críticas – por seu caráter autoritário e repressivo: “Virgem Maria, libertai-nos de Putin”.

Madonna comprou a briga e em seu show na capital Russa, que já vinha sofrendo represálias do governo por causa de uma lei homofóbica sancionada recentemente, cantou a música Like a Virgin vestindo uma balaclava enquanto exibia no dorso seminu o nome do grupo Pussy Riot. Não bastasse a intenção visual, fez um discurso em que disse: “Essas três garotas fizeram algo corajoso. Elas já pagaram o preço por isso e agora rezo pela liberdade delas”. Confira o vídeo:

A ação de Madonna despertou a fúria dos governistas. O ministro da Indústria da Defesa, Dmitri Rogozin (lê-se: Doushuh Roasijsiojsauih) chegou a publicar em seu twitter: “Com a idade, toda puta velha tende a dar lições de moral a todo mundo. Em particular, em suas viagens pelo estrangeiro (…). Ou tira sua cruz, ou usa umas calcinhas”.

Mas, fúrias à parte, Madonna chamou a atenção do mundo para a prisão das jovens Maria Alyokhina (24), Nadezhda Tolokonnikova (22) e Yekaterina Samutsevich (29), que podem ficar em reclusão por sete anos. O protesto e as críticas recebidas por causa dele não foram em vão: manifestações estão ganhando as ruas e consulados russos espalhados em diversos países – incluindo o Brasil – pressionam Putin para que ele ceda suas mãos de ferro à liberdade, não só para com as Pussy Riot, mas diante de todo o povo russo.

Madonna tem muito o que comemorar: não é qualquer pessoa que consegue se manter no auge, mesmo desagradando poderosos e extremistas – e olha que eles foram/são muitos – .  30 anos consolidando um nome e dialogando com a maior força que os grandes retóricos e filósofos já sabiam valorar: a massa.

Termino com um pensamento de John Ray, Jr.: “ ‘ofensivo, quase nunca é mais que sinônimo para ‘incomum’ “. Que a nossa liberdade – de todos nós – possa se tornar, um dia, inofensiva; na medida do utópico, mais justa e igualitária. Às vezes, me pego pensando “como é bom morar no Brasil, sou livre”, mas dia sim dia não, há algum órgão do governo com pretensões de tolher nossa imprensa, vigiar nossa expressão e crivar nossos veículos de comunicação.  Estejamos vigilantes, pois a nossa liberdade só será real, quando for comum. Enquanto isso, “vida longa à rainha!”.

A evolução dos games de futebol ao longo da história

Por Thiago Mattos

Os jogos de futebol hoje em dia dão um show, tanto FIFA, quanto PES garantem uma experiência imersiva sensacional para os amantes do esporte bretão, será que temos consciência do quanto essa evolução foi rápida? Em 1980 foi lançado o primeiro game de futebol da história, o nome dele era Intellivision Soccer, foi lançado para o console Intellivision da Mattel, jogos como esse nos ajudam a entender porque houve o “Crash de 1984”, a pior crise da história dos videogames. Intellivision Soccer é tão ruim, queaté assistir um vídeo de 1 min com sua jogabilidade já é uma tortura. Aqui um link para fazermos uma viagem rumo a essa “tosquicidade épica”http://gamesdbase.com/game/mattel-intellivision/nasl-soccer.aspx.

Para o bem do futebol e dos videogames, os jogos não pararam de evoluir nesses 32 anos. Tehkan World Cup foi o primeiro que conseguiu produzir algo que lembrasse vagamente um jogo de futebol, lançado para o árcade em 1985, sua jogabilidade vertical conseguiu tirar os primeiros gritos de gol da garganta dos gamers ao redor do mundo. Kick off (1989), foi lançado para o Atari e pela primeira vez podíamos trocar passes e pensar uma estratégia para marcar um gol, tínhamos acesso aos nomes dos jogadores e a bola finalmente parecia uma bola. Sensible Soccer (1992) continuou com leves progressos em relação a Kick off.

               

Da esquerda pra direita: Intelivision Soccer (1980), Tehkan World Cup (1985) e Kick Off (1989).

Finalmente chegamos ao ano de 1993 e o início da série FIFA, com Fifa international soccer, a franquia produzida pela Eletronic Arts se mantém como referência em games de futebol há 19 anos. A cada temporada que passa o jogo vem se aperfeiçoando, sendo que ultimamente está ficando muito difícil e os games melhoram apenas em pequenos detalhes nos últimos 5 anos, apesar disso, a série FIFA tem muitos fãs exclusivos, daqueles que só jogam videogame pra jogar FIFA. Acreditem, pra quem gosta de futebol, ter os nomes e os direitos de imagem de tantas ligas e clubes faz toda diferença, alguns apaixonados da série compram os jogos novos só para  terem o mercado de jogadores e o calendário atualizados, o que permite fazer um modo carreira mais realista, os aprimoramentos gráficos e as modificações na jogabilidade às vezes ficam em segundo plano.

              Acima: Fifa 93. Abaixo: International Superstar Soccer 2000

Só que FIFA não está sozinho, em 2000 a Konami lançou International Superstar Soccer 2000, já haviam outros jogos da série, mas este em especial marcou época e para muitos era o melhor jogo de futebol até então. A partir de 2001 a Konami começou a série Pro Evolution Soccer, ou simplesmente PES (“Winning eleven” no Japão), que, assim como o rival, vem tendo um lançamento por ano. PES se caracteriza por podermos fazer mais jogadas de efeito e experimentarmos um futebol mais acelerado, só que menos realista. FIFA se propõe a alcançar a excelência de um simulador de futebol, nem que para isso a jogabilidade fique monótona ante o rival, isso aliado ao fato da franquia da Eletronic Arts sempre ter o nome correto dos jogadores, escudo e licença oficial de muito mais clubes e seleções em relação ao adversário, isso torna a série FIFA muito mais atraente para os fãs do esporte mais popular do planeta. PES aposta num mercado mais amplo, tenta atrair aqueles que nem são muito chegados na nobre arte e aposta que mesmo alguns “peladeiros” vão jogar esporadicamente, para experimentar um futebol mais rápido, emocionante e imprevisível.

Barcelona x Real Madrid no Fifa 05    e    Inter x Milan no Fifa 12

Basicamente é assim que funciona, PES é mais diversão e FIFA é mais futebol, é excelente que hoje possamos discutir em tão alto nível, duas franquias sensacionais que hoje protagonizam a maior rivalidade comercial dos games. Jogos tradicionais possuem um passado de glórias e muitas vezes achamos que antigamente eram mais legais. Franquias de aventura, RPG, corrida, tiro em primeira pessoa e luta muitas vezes enfrentam altos e baixos, com FIFA e PES nunca funcionou assim,o melhor é sempre o mais recente, todos querem experimentar o próximo jogo o mais rápido possível e isso apimenta muito a disputa entre os dois. Por isso dedicarei mais um post para comparar essas duas sagas que por mais de uma década vêm disputando a preferência do consumidor.

Vídeo: Um vídeo em inglês que me inpirou para o post

K-POP – E você achando que na Coreia só tinha guerra.

            Por José Augusto Neto

Aposto que para muitos quando se fala em música pop coreana a primeira coisa que vem a cabeça é aquele famoso som no melhor estilo “chingling”.

Para essas pessoas eu tenho duas grandes notícias: A primeira é que a música pop coreana ou K-Pop é um gênero de música razoavelmente semelhante ao pop americano e a segunda é que esse estilo está em franca expansão não apenas pela Ásia, mas pelo mundo todo.

A música popular coreana nasceu do Trot, um gênero típico da Coreia, que é derivado do Foxtrot e da Musica Gospel americana. O Trot reinava absoluto no país até que grupos como Seo Taiji & The Boys e Deux, em meados dos anos 90, passaram a incorporar o Pop, o R&B, o Hip-Hop e o Rap a suas músicas. Dessa mistura de gêneros nasceu o K-Pop que muito mais que um estilo de música é um movimento cultural, uma vez que este engloba também a moda, o cinema e outros tipo de mídia.

Justamente após a iniciativa de Seo Taiji & The Boys iniciou-se a expansão da cultura coreana, a esse fenômeno os especialistas chamaram de onda Hallyu que é a difusão da cultura coreana e seus subprodutos(moda, cinema, música) pelo mundo. A onda hallyu começou a ser notada primeiramente com a música e logo depois com a exportação de filmes e novelas, dentre os mais conhecidos estão o seriado “Winter Sonata” que conta a história de Joon-Sang, um jovem que em busca de seu pai biológico se apaixona por Yu-Jin ,mas acaba perdendo a memória devido a um acidente. Depois do acidente Joon-Sang é levado para os Estados Unidos por sua mãe. Dez anos depois o casal se reencontra, mas devido a perda de memória, Joon-Sang não se lembrade Yu-Jin, que por sua vez ainda nutre um amor pelo rapaz. Com uma trama envolvente o seriado logo se tornou extremamente popular em toda a Ásia.

Atualmente a onde Hallyu atingiu países como Estados Unidos, com entrada de grupos coreanos no mercado fonográfico americano, e até mesmo o Brasil, exemplo disso são os eventos que tem acontecido em nosso país como o United Cube e o Kpop Cover Dance Festival.

FanCam Mblaq em São Paulo durante o Kpop Cover Dance Festival: 

FanCam 4Minute em São Paulo no United Cube:

São vários os artistas relevantes, mas vou dar ênfase a apenas três:

Girls’ Generation:(Da esquerda para a direita: Sunny, Tiffany, SooYoung, SeoHyun,Yuri, YoonA, Jessica, HyoYeon e TaeYeon)         

Girls’ Generation é um grupo composto por TaeYeon, Jessica, Tiffany, Yuri, HyoYeon, Sunny, SooYoung, YoonA e SeoHyun e é dito como o grupo líder da onda Hallyu e também responsável por meus ataques quase diários de FanBoy. Debutando com imagem fofa as garotas aos poucos foram assumindo conceitos mais adultos, mas sem nunca perder a compostura, afinal de contas são coreanas.

As meninas atuam no mercado japonês e coreano e recentemente lançaram o single americano “The Boys”. Além dos projetos solos o grupo possui uma Sub-Unit chamada TaTiSeo composta pelas integrantes TaeYeon, Tiffany e SeoHyun, e é mais focada nos vocais.

Apesar dos inúmeros girl groups coreanos Girls’ Generation ou So Nyeo Shi Dae (SNSD), como são chamadas na Coreia, atingiu status de estrelas não apenas pela suas músicas de sucesso, mas sim pelas suas personalidades únicas e pelo grande amor que as garotas nutrem umas pelas outras bem como por seus fãs.

Big Bang
Big Bang:(Da esquerda pra direita: DaeSung, T.O.P, TaeYang, G-Dragon e SeungRi)

Big Bang é uma das boy bands coreanas de maior repercussão internacional, ganhadores de um EMA como melhor Artista Internacional, donos de diversos hits na Ásia e detentores de uma tour com passagem programadas por todo mundo, inclusive no Brasil, eles são, pelo menos ao meu ver, o grupo com mais chance de sucesso internacional uma vez que que suas músicas se aproximam muito do pop americano.

 O Grupo é composto por G-Dragon, T.O.P, TaeYang, Daesung e SeungRi, todos os integrantes possuem  carreiras solos estáveis e T.O.P e G-Dragon participam de uma sub-unit chamada GD&TOP. Big Bang é um daqueles grupos que você pode até não gostar do grupo como um todo, mas pelo menos um dos integrantes com seus estilos diversos conseguirá te cativar.

BoA

BoA é muito mais do que boa. Trocadilhos a parte BoA é indubitavelmente uma das maiores estrelas da cena K-Pop.  Ela debutou na Coreia no ano de 2000 com apenas treze anos com o “Single ID; Peace B”. Em 2002 ela entra no mercado japonês com o álbum “Listen to my Heart”e inicia a sequencia de seis álbuns consecutivos em primeiro lugar da parada “Oricon”. Em 2008 se lança no mercado americano com o single “Eat you Up” e em 2009 lança seu álbum “BoA”. Agora a cantora retorna ao mercado coreano com o álbum “Only One”.

 Se eu fosse descrever tudo que BoA já fez eu passaria toda eternidade aqui e ficaria sem material pro post que pretendo fazer sobre ela. BoA é acima de tudo uma pioneira, é a primeira cantora coreana solo a se lançar no mercado japonês e  americano e também  a primeira cantora asiática não japonesa a alcançar o topo da Oricon. BoA tem um estilo de canto e dança que a faz única provando que ela realmente merece o título de rainha do K-Pop.

Outros artistas também merecem destaque como: ShinEE, F(X), After School, Ailee, IU, Super Junior, 2NE1, DBSK, JYJ, SISTAR, T-Ara, Wonder Girls, 4Minute, Beast, G.NA e muitos outros.

Uma gama de fatores torno o K-Pop atraente, como o gênero é derivado de uma mistura de diversos estilos musicais as músicas possuem uma sonoridade diferenciada que pode agradar os mais diversos ouvidos, além disso, as coreografias dos grupos são envolventes e bem elaboradas e o clipes, mesmo que nem todos, possuem uma qualidade técnica comparável ,quiçá superior a de muitos artistas ocidentais.

O K-Pop tem mostrado seu poder como movimento cultural levando massas a grandes estádios e casas de shows e influenciando pessoas em todo o mundo a adotar alguns costumes da cultura coreana. A meu ver a era do K-Pop apenas começou e com as tentativas de diversos artistas de entrar no mercado ocidental podemos esperar grandes novidades para os brasileiros e quem sabe até mesmo um SM Town aterrissando em terras tupiniquins.

Playlist K-POP Greatest Hits:

Uma breve homenagem à paixão e sua cor Karmin

No post de hoje, falarei direta e indiretamente sobre paixão. Sobre essa mesma paixão pela escrita, que sempre me esteve latente (e que hoje, assume contornos tão simbólicos dentro do cotidiano e, em especial, dentro deste post); por essa mesma paixão que faz saltar o coração a cada ponto do vôlei do Brasil contra o Japão; por essa mesma paixão (que, afinal, é apenas uma) pela vida, cuja existência só pode ser efetivada pela presença desse sentimento que nos move: onde há paixão, há metamorfose, há vida.

Exatamente há uma semana, após publicar no PACULT, eu recebi a notícia de que uma amiga minha havia deixado… “de se apaixonar”. Felizmente, isso não significa que todas as coisas que ela fez em vida, com paixão – inclusive viver – deixarão de existir. Seu Cinderela de Papel, seus textos, seu modo de ser, seu sorriso, modificaram pessoas, modificaram o mundo, de alguma forma e, por isso, eu me recuso a não afirmar que ela vive.

e não há expressão melhor para defini-los: “a cinderela e seu príncipe”

Aliás, a esta altura do texto, eu chego a conclusão de que não há adjetivo melhor para qualificá-la. Apaixonada. Marina era dessas garotas exageradas que incomodam, que não se importam; uma dessas poucas garotas, que conseguem unir a vaidade à extroversão, e a beleza ao bom humor. Ela possuía uma sensibilidade – aquela sensibilidade feminina – tão aflorada que transbordou para o seu próprio blog, que conquistou uma legião de leitoras e admiradores – como eu, por exemplo – .

Nos corredores e saguão da faculdade, eu a chamava de Demi Lovato. Ela sorria feliz com a comparação. Eu comentava sobre o novo videoclipe; cantava propositalmente desafinado, “claro”, um trecho da música e, as vezes, a fã de Foo Fighters acabava entregando que conhecia e se identificava com a cantora da Disney. Com o tempo, as semelhanças se estenderam para além dos atributos físicos: a personalidade forte e a dedicação com aquilo que se propõem a fazer. Paixão. Em homenagem, uma das primeiras músicas que conheci da Demi Lovato, que escuto até hoje e que, certamente, hoje significa bem mais do que a letra que cantávamos no caminho até a sala de aula: did you regret ever holding my hand, never again, please don’t forget, don’t forget. Não me esquecerei.

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Bem, neste interim, em virtude dos últimos acontecimentos, me afastei das redes sociais e me mantive bem menos online. Isso é ruim, porque sem internet, definitivamente, não pude me atualizar sobre as ~novids~ do mundo pop e, dentre várias possibilidades, que sempre tenho, crivar notícias e compartilhá-las com vocês. Ainda assim, na terça-feira, numa dessas poucas fugidas para o mundo virtual, acompanhei o lançamento do videoclipe da dupla Karmin que, aos poucos, com boa assessoria, boa divulgação e bons trabalhos, vêm conquistando a grande mídia e a se firmando dentro da cultura de massa. Assista a Hello, videoclipe do mais recente single que dá nome ao EP da dupla que promete – e vêm cumprindo! -:

A letra reflete o velho clichê ao qual estamos acostumados de “apresentação intimidadora”: (…) hello, hello, you gon’love me like you ain’t loved nobody before. O diferencial do grupo se dá por causa das rimas rápidas de Amy Heidemann, que quebra paradigmas por ser uma “branca fazendo rap”. Outro ponto que não passa desapercebido é a beleza da dupla e a boa qualidade instrumentista de Nick Noonam. rs.

Karmin é um desses fenômenos anônimos que surgem através do youtube, fazendo covers de músicas famosas. Look at me now, parceria entre Chris Brown e Lil Wayne, é o video do casal com mais acesso na conta “karmincovers”. Mas, sem dúvidas, dentre os covers que eles fizeram, os quais vocês podem e devem dar uma procurada, o de Somebody That I Used To Know e Pumped Up Kicks figuram, respectivamente, entre os meus favoritos. Confiram:

A meu ver, Karmin tem tudo para deixar de ser apenas um fenômeno da internet e se firmar como um grupo de boa qualidade musical no mercado. Assinaram, no início do ano, com a Epic Records e, desde então, vêm adotando ares mais profissionais e autorais associados ao trabalho de extrema competência que eles já vinham realizando, inicialmente. Apesar de um preconceito bobo que eu possuo, de que relacionamento entre os cantores influencia diretamente no “prazo de validade” do grupo, creio que a paixão que existe entre eles – sim, pode tchorá pacultada, são noivos –  transpassa o lado pessoal e fica evidente que a harmonia que há corrobora o lado profissional. Aliás, vocês conseguem imaginar Nick discutindo com Amy? Coitado, rs.

Karmin não poderia soar melhor, neste contexto, em todo o contexto deste post. Carmim, cor que lembra o sangue, cor que remete à vida, cor do desejo, da paixão. Fecho o post com a sensação de que, imageticamente, o texto está bem respaldado. Agora só posso desejar que a paixão perdure, porque aí o sucesso e as boas músicas – como podemos comprovar – serão consequências. E a vida continua.