Uma breve homenagem à paixão e sua cor Karmin

No post de hoje, falarei direta e indiretamente sobre paixão. Sobre essa mesma paixão pela escrita, que sempre me esteve latente (e que hoje, assume contornos tão simbólicos dentro do cotidiano e, em especial, dentro deste post); por essa mesma paixão que faz saltar o coração a cada ponto do vôlei do Brasil contra o Japão; por essa mesma paixão (que, afinal, é apenas uma) pela vida, cuja existência só pode ser efetivada pela presença desse sentimento que nos move: onde há paixão, há metamorfose, há vida.

Exatamente há uma semana, após publicar no PACULT, eu recebi a notícia de que uma amiga minha havia deixado… “de se apaixonar”. Felizmente, isso não significa que todas as coisas que ela fez em vida, com paixão – inclusive viver – deixarão de existir. Seu Cinderela de Papel, seus textos, seu modo de ser, seu sorriso, modificaram pessoas, modificaram o mundo, de alguma forma e, por isso, eu me recuso a não afirmar que ela vive.

e não há expressão melhor para defini-los: “a cinderela e seu príncipe”

Aliás, a esta altura do texto, eu chego a conclusão de que não há adjetivo melhor para qualificá-la. Apaixonada. Marina era dessas garotas exageradas que incomodam, que não se importam; uma dessas poucas garotas, que conseguem unir a vaidade à extroversão, e a beleza ao bom humor. Ela possuía uma sensibilidade – aquela sensibilidade feminina – tão aflorada que transbordou para o seu próprio blog, que conquistou uma legião de leitoras e admiradores – como eu, por exemplo – .

Nos corredores e saguão da faculdade, eu a chamava de Demi Lovato. Ela sorria feliz com a comparação. Eu comentava sobre o novo videoclipe; cantava propositalmente desafinado, “claro”, um trecho da música e, as vezes, a fã de Foo Fighters acabava entregando que conhecia e se identificava com a cantora da Disney. Com o tempo, as semelhanças se estenderam para além dos atributos físicos: a personalidade forte e a dedicação com aquilo que se propõem a fazer. Paixão. Em homenagem, uma das primeiras músicas que conheci da Demi Lovato, que escuto até hoje e que, certamente, hoje significa bem mais do que a letra que cantávamos no caminho até a sala de aula: did you regret ever holding my hand, never again, please don’t forget, don’t forget. Não me esquecerei.

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Bem, neste interim, em virtude dos últimos acontecimentos, me afastei das redes sociais e me mantive bem menos online. Isso é ruim, porque sem internet, definitivamente, não pude me atualizar sobre as ~novids~ do mundo pop e, dentre várias possibilidades, que sempre tenho, crivar notícias e compartilhá-las com vocês. Ainda assim, na terça-feira, numa dessas poucas fugidas para o mundo virtual, acompanhei o lançamento do videoclipe da dupla Karmin que, aos poucos, com boa assessoria, boa divulgação e bons trabalhos, vêm conquistando a grande mídia e a se firmando dentro da cultura de massa. Assista a Hello, videoclipe do mais recente single que dá nome ao EP da dupla que promete – e vêm cumprindo! -:

A letra reflete o velho clichê ao qual estamos acostumados de “apresentação intimidadora”: (…) hello, hello, you gon’love me like you ain’t loved nobody before. O diferencial do grupo se dá por causa das rimas rápidas de Amy Heidemann, que quebra paradigmas por ser uma “branca fazendo rap”. Outro ponto que não passa desapercebido é a beleza da dupla e a boa qualidade instrumentista de Nick Noonam. rs.

Karmin é um desses fenômenos anônimos que surgem através do youtube, fazendo covers de músicas famosas. Look at me now, parceria entre Chris Brown e Lil Wayne, é o video do casal com mais acesso na conta “karmincovers”. Mas, sem dúvidas, dentre os covers que eles fizeram, os quais vocês podem e devem dar uma procurada, o de Somebody That I Used To Know e Pumped Up Kicks figuram, respectivamente, entre os meus favoritos. Confiram:

A meu ver, Karmin tem tudo para deixar de ser apenas um fenômeno da internet e se firmar como um grupo de boa qualidade musical no mercado. Assinaram, no início do ano, com a Epic Records e, desde então, vêm adotando ares mais profissionais e autorais associados ao trabalho de extrema competência que eles já vinham realizando, inicialmente. Apesar de um preconceito bobo que eu possuo, de que relacionamento entre os cantores influencia diretamente no “prazo de validade” do grupo, creio que a paixão que existe entre eles – sim, pode tchorá pacultada, são noivos –  transpassa o lado pessoal e fica evidente que a harmonia que há corrobora o lado profissional. Aliás, vocês conseguem imaginar Nick discutindo com Amy? Coitado, rs.

Karmin não poderia soar melhor, neste contexto, em todo o contexto deste post. Carmim, cor que lembra o sangue, cor que remete à vida, cor do desejo, da paixão. Fecho o post com a sensação de que, imageticamente, o texto está bem respaldado. Agora só posso desejar que a paixão perdure, porque aí o sucesso e as boas músicas – como podemos comprovar – serão consequências. E a vida continua.

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