O yaoi na música Ocidental

Segundo o respeitado, aclamado e muito consultado – qualquer informação/adjetivo que vá de encontro à estas qualidades é recalque da concorrência –  Wikipédia, o termo yaoi significa: um gênero de publicação que tem o foco em relações homossexuais entre dois homens e tem geralmente o público feminino como alvo. O termo se originou no Japão e inclui mangá, anime, novelas e dōjinshis. No Japão esse gênero é chamado de “Boy’s Love”, ou simplesmente “BL”, e “yaoi” é mais usado por fãs do ocidente. O yaoi se expandiu para além do Japão; materiais podem ser encontrados nos Estados Unidos, assim como em nações ocidentais e orientais ao redor do mundo.

Calma, gente! Não estou tentando roubar o cargo do nosso otaku mais orientalizado e colunista, aos sábados, do PACULT. Eu já tive lá minhas aventuranças por Death Note e, ainda teimo, perante aos meus amigos, que o melhor anime de todos os tempos é Lovely Complex; além disso, veio um cara lá da Coréia, em forma de música viral, cantando um Gangnam Style dentro da minha cabeça o dia todo – e imediatamente, me remete ao gif da Britney Spears dançando – e, para piorar, tenho flertado com algumas músicas das 4minute, porque, afinal, meu coração tem sido catequizado. Mas, ainda, assim, e apesar disso tudo, sou ocidental demais para me apegar a essa cultura, então fique tranquilo Jose-san, seu cargo, por mim, será sempre seu, rs.

Mas, por que venho contextualizando com o Oriente, já que deixei claro que esse não será o tema central? Bem, dê play no vídeo abaixo e depois continuaremos nossa discussão:

Bem, esse é o novo videoclipe do One Direction– ≠ The Wanted, glr -. E, como em toda aparição do grupo, seja em shows, seja em apresentações, seja em cliques das lentes de paparazzi, ou, como no caso, em videoclipes, pode-se notar um marketing maquiado por detrás das ações e das relações que os integrantes estabelecem entre si. Muito se discute sobre a orientação sexual dos garotos, e para falar a verdade, isso é um estigma, uma sombra que paira a cada surgimento de uma nova boyband – e que não corresponde à minha alçada, nem a de ninguém além deles mesmo, por sinal -. Só que, diferentemente do que se via em grupos como Menudo, por exemplo, em que era importante ocultar qualquer indício de “fofoca”, o One Direction vem justamente na direção contrária, fomentando mais e mais suspeitas, e abraços, e mãos bobas.

A questão é que isso vende e tem agradado à grande quantidade de garotinhas adolescentes que ficam imaginando os meninos se pegando – ou na linguagem otaku, ficam shippando -; Talvez sejam os novos tempos: o pessoal tá mais cuca fresca, mente aberta e a aceitação seja mais tranquila; talvez eles sejam gays mesmo; ou ainda, talvez seja a influência yaoi ou, a exemplo dos sul coreanos Super Junior e outras boybands orientais, que já conotavam e/ou denotavam publicamente um afeto/contato não muito comum em nossa cultura ocidental – se vende lá, vende aqui também! -.

Apesar das muitas possibilidades para essa postura do One Direction – e a mais forte delas é a de que vende -, deve haver, por outro lado, alguma explicação psicológica para esse fetiche voyeurista de shippar pessoas do mesmo sexo, tanto do lado feminino com essa concepção yaoísta, quanto da ótica masculina yuriísta (quando as menininhas se pegam). A bem da verdade, não seria nada enriquecedor para o texto terminar com o clichê de que “gosto é gosto, cada um tem o seu”. Mas se, em termos, o assunto é sexo, penso que não pode haver nada mais clichê do que o tema em questão: há muito teorizado, estudado e, sem comentários, praticado. Fica elas por elas. É sexo. E desde sempre, vende.

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