Rihanna: “sem remorsos” por se reinventar

Rapte-me camaleoa
Adapte-me a uma cama boa
Capte-me uma mensagem à toa
De um quasar pulsando lôa
Interestelar canoa…

Ah, que maravilha! Voltar, após uma semana de deliberações. Já estava com saudades dos paculteiros de plantão que, a cada dia, se tornam mais numerosos. É gente que eu nunca imaginei que fosse ler algum dos meus posts, mas que, aos poucos sai da penumbra: vem comentar por facebook, twitter e/ou pessoalmente, que concorda com alguma opinião, discorda de outra. Críticas, boas e construtivas, são sempre bem-vindas e, saibam, igualmente gratificantes. Obrigado por nos acompanharem e, se semana passada ficamos off-line, foi para melhorar para vocês; haverá promoções pela frente, já mudamos nossa página ~ nothing but: lindo ~ e, aos poucos, acertamos que alguns detalhes ainda serão ajustados. Nos aguardem!

Se voltar por voltar é bom, imagine se for trazendo notícia boa? Pois bem. Há poucas horas, a maior artista das últimas décadas eleita pela Billboard, Rihanna, anunciou nome e capa de seu novo álbum. Unapologetic é o sétimo álbum consecutivo da cantora que, desde seu Music Of the Sun (2005), vem pontuando o topo das mais importantes paradas musicais.

Previsto para estrear em 19 de novembro, Unapologetic me parece um título perfeito para qualquer trabalho que Riri coloque sua marca. Originado de uma derivação (prefixo un indicando oposição + radical apologies), Sem Desculpas ou ainda, em interpretação livre, Sem Remorsos, marca uma fase bastante pessoal de Rihanna. Desde Rated R, sua obra prima, as canções lhe pareciam apenas cantadas, quase ou nada sentidas. Diamonds transpassa a reencontrada emoção. Na capa, seu corpo nu é pintado com as palavras fé, vitória, censura, feliz, divertido, e uma homenagem aos fiéis fãs – e ela os reconhece – “#navy”, indicando tudo o que podemos esperar de seu novo trabalho. Ensaiando uma reconciliação com seu ex-namorado, a cantora faz aquilo que nosso lado feminista, racional e consensual menos insiste em aceitar: a redenção ao amor. Diamonds reflete isso.

Apesar de ser o primeiro single e a primeira música divulgada – muito da viciante e bonita, por sinal – não se sabe, ao certo, se será uma linha contínua seguida pela cantora em todo álbum; somos levados a crer, pelo seu histórico de hitmaker e pelos músicos que estão produzindo Unapologetic que haverá sim músicas eletrônicas, com mesclas de dubsteps e bangers. Mas, felizmente, também se espera que a parceria com Ne-yo seja tão R&B quanto o sucesso Hate That I Love You, que nos arrepia por nos trazer lembranças dúbias (boas ou ruins) já nos primeiros acordes.

Na contra mão da indústria musical, que têm aclamado e consumido cantores do chicletenossode-cada-dia, Rihanna sai de sua zona de conforto e mostra que tem domínio sobre seu sucesso; Unapologetic me faz crer que, mais uma vez, iremos nos pegar aflitos com as contradições, com a personalidade artística e real, e com a contínua questão: “qual será próximo passo que ela irá dar?”. Quando nada parece nos surpreender mais, ela o faz.  Entre amá-la ou (improvavelmente) deixa-la; com Chris Brown ou sem Chris Brown, essa, mais uma vez, tem tudo para ser a melhor fase de Rihanna. E, aceitando o convite de viver sem remorsos, a nossa também.

Rapte-me camaleoa
Adapte-me ao seu
Ne me quitte pas..

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