Aura Dione: in love with the world

Sabe quando você não tem muitos argumentos para simplesmente dizer que não tem argumentos? Pois é, o Sol de Cuiabá fez esvair, completamente, toda a minha inspiração. Acalmem-se! Não totalmente. Há algum tempo, questão de meses, flanando em Facebook de amigos que curtem músicas do cenário alternativo, encontrei “fulano curtiu Aura Dione” – eu realmente não me recordo de quem foi a página responsável por proporcionar este grande encontro -. E, desde então, quando acessei a página oficial da cantora, passaram-se poucos segundos para eu, no mínimo, me intrigar com seus exageros: voz, estilo, boca, dentes, olhos.

Em tese, eu me recordo bastante de quando dei play neste acústico intimista abaixo, porque estava nas últimas atualizações da fan page e, pra ser sincero, como sempre sou com vocês, eu deixei tocando enquanto fazia uma faxina no meu quarto – foi uma faxina bem marcante (ou Dione foi suficientemente marcante e marcou aquela faxina [?!]) -. Enfim, pra quem não conhece, pra quem está sem inspiração, pra quem não está inspirado ou, apenas, pra quem quiser, Aura Dione – com direito a cover muito bonito de True Colors da Cindy Lauper, a partir do minuto 16 -:

Aura Dione, na real life, Maria Louise Joensen – essa tal de numerologia… – nasceu na Dinamarca, em 1985. Sua obra, enquanto artista, é bastante autoral: filha de pais hippies, viveu  navegando pela região, que é repleta de ilhas e banhada por diversos mares – incluindo o báltico. Quando seus pais decidiram firmar residência em um local, ela já possuía sete anos de idade e, apesar de começar a frequentar os bancos escolares, não tardou para cair no mundo, outra vez. Na adolescência, decidiu morar com os aborígenes na Austrália – sim, Na Natureza Selvagem, ainda bem que voltou antes de endoidecer e morrer de frio -. Sua última música de trabalho, como ela mesma disse, é justamente o que se espera de uma ótica hippie, In Love With The World é sobre estar apaixonada não por um cara, não por dois caras, três, quatro, cinco, mas, na verdade, estar apaixonada pelo mundo todo. Confiram:

O mais legal disso tudo, é que soa natural o desejo de Dione de igualdade, de amor universal, porque parte da visão de alguém que conhece mais de uma realidade, de perto; sabe o que é bom. Pra quem não sabe, a Dinamarca é, consensualmente, considerada um dos melhores lugares para se viver: De 2006 a 2008, pesquisas classificaram a Dinamarca como“o lugar mais feliz do mundo”, com base em seu princípio de saúde, bem estar, assistência social e educação universal; O Índice Global da Paz de 2009 classificou a Dinamarca como o segundo país mais pacífico do mundo, depois da Nova Zelândia. A Dinamarca também foi classificada como o país menos corrupto do mundo em 2008, pelo Índice de Percepção de Corrupção, dividindo o primeiro lugar com a Suécia e a Nova Zelândia. Dione tem a visão de um mundo com o qual nós, brasileiros, sonhamos; suas músicas compartilham esse sentimento de igualdade, de realidade. Fica uma vontade de pegar pra gente.

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