Scream & Shout: a corte está ameaçada

Olá, paculteiros. Estive afastado da nossa programação pop de toda semana-nos-dai-hoje, porque me empenhei em escrever o artigo publicado na terça-feira, da semana passada. Se você ficou observando muito as estrelas no telescópio, foi abduzido – como no The Sims – e não sabe sobre qual artigo estou falando, é só clicar aqui. Os resultados foram muito positivos e inspiradores e eu me sinto ainda mais intimado a sempre ficar por aqui, pertinho de vocês.

Que bom poder voltar a falar de música pop logo quando a princesa do gênero está, também, de volta à ativa. De férias da música para se tornar jurada e técnica do Xfactor, Britney cedeu seu rosto, sua marca e sua voz para Scream & Shout, parceria no álbum, igualmente de retorno, do cantor will.i.am (#willpower, previsto para ser lançado em 2013).

É, galera. Em linhas gerais – o clipe é do will.i.am, mas só tem um vislumbre de legal por causa da princesinha do pop – posso dizer que, como artista, Britney tem sido uma ótima jurada. Acalmem-se. Ela está muito bonita. Mas para o que conhecemos da artista, Britney Spears, deixou a desejar. Falta algo, faltam as danças, os movimentos copiados e reproduzidos nas pistas. Sem contar que, como jurada, ela tem feito caras e bocas tão incríveis que eu acabei criando expectativas demais – muitos concordarão comigo -. Sendo pragmático, penso que o enredo futurista do videoclipe lhe caiu bem. Britney, com auto-tune e uma voz grave que eu jamais reconheceria (no início da música), se movimenta como um robô. Desejo muito que ela tenha entrado tanto no contexto que essa ‘automotividade’ seja interpretação. Seja como for, Britney demonstra o poder do ícone forte criado ao longo de sua carreira, tanto é que, atendo-se à musica – que é, apesar dos pesares e, no todo, boa – o ponto auge é a pausada e ecoada marca registrada “Britney Bitch”. Ela é a essência e foi, por ela, que assisti o clipe do começo ao fim.

Quanto ao will.i.am, uma pequena observação: ainda tem meu respeito musical (?!) porque se pretende um robô e reafirma essa sua “identidade” a cada novo trabalho. A industria cultural precisa desse tipo de música. Afinal, o que seriam das boates sem essas elas? Prefiro-o no Black Eyed Peas; os clipes pareciam mais elaborados, bem como as músicas. #VoltaBEP! Quanto à Britney, ouso dizer que me sinto frustrado mas, continuamente perseverante, aguardando um belo trabalho, uma possível apresentação ao vivo – sem voz de apoio, sem playback -. Para quem defende, num mercado tão competitivo, a coroa de princesinha da música pop, falta empenho. Desde Maria Antonieta, a corte nunca esteve tão ameaçada. Viva a República!

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