Zelda Majora’s Mask e o Fim do Mundo

Por Thiago Mattos

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Olá amigos do Pacult, no último dia 21 de Dezembro, tivemos ai o tão glorioso quanto verdadeiro fim do Mundo. O calendário Maia serviu pelo menos pra me fazer lembrar de um jogo que trata dessa temática: The Legend of Zelda: Majora’s Mask (2000).

Pra quem não sabe, esse jogo estabelece grande comunicação com o filme  Feitiço do tempo (1993). 2 anos após salvar Hyrule de Ganondorf em The Legend of Zelda Ocarina of Time, Link agora se vê no mundo perdido de Termina, em 72 horas a maldição da Majora’s Mask fará a Lua se chocar com a torre de Clock Town e todo o planeta se desintegrará, contudo, Song of Time, que Zelda havia lhe ensinado, servirá para o jogador voltar no tempo quantas vezes quiser para completar sua missão. A diferença em relação ao filme de Bill Murray está na intencionalidade desse retorno, não de 1, mas de 3 dias.

Durante esse tempo, Link irá conhecer muitas pessoas e se envolverá com suas estórias, servirá de cupido de um casal, de professor de dança e até de vigia numa invasão alienígena para roubar as vacas de um rancho, não lembrar do filme é praticamente impossível (pra quem viu e gosta) cada vez que se retorna no tempo você pensa em ajudar mais pessoas e realizar novas tarefas. Zelda Majora’s Mask é mais um daqueles jogos em que as side quests são tão ou mais ricas que o enredo principal, o jogador deve evocar 4 deuses gigantes que seriam capazes de “segurar” a lua.

A Majora’s Mask não atua sozinha, se trata apenas de uma máscara satânica que confere grandes habilidades pra quem a utiliza, com o custo de amaldiçoar todos que estiverem ao redor dela, alterando o fluxo natural das coisas. Tudo isso torna o jogo o mais dark de todos da saga, Ganondorf queria conquistar o mundo, Majora quer destruí-lo. Várias situações geram certa tensão e a trilha sonora consegue alternar momentos de doçura e alegria com outros de pura melancolia com toque de terror, Ikana Valley ficou famosa quando o assunto é esse segundo tópico. Aqui a música se você ficou curioso, seja forte.

Em ZMM, o mundo é Termina, fora do reino de Hyrule, o vilão não é Ganondorf, Zelda só aparece em lembrança, os principais itens são as 24 máscaras que lhe conferem poderes especiais durante a aventura e o Triforce não é mencionado em nenhum momento do jogo, repito, o Triforce NÃO É MENCIONADO EM NENHUM MOMENTO DO JOGO! Todas essas características suscitam análises extremadas de ZMM, alguns acham que é o melhor jogo da série, outros pensam que seja o pior, pra mim é um jogo 9,5 não deve nada a Twilight Princess e é melhor que Wind Waker.

Variação da música em Clock Town, conforme o tempo passa:

Quando o assunto é N64, ZMM geralmente aparece nas listas em 4º ou 5º lugar, rivalizando com Mario 64, perdendo somente para o trio de ferro: Ocarina of Time, Perfect Dark, Goldeneye. ZMM revolucionou pela temática abstrata que suscitou vários sentimentos opostos em tão pouco tempo. Agradeço ao mundo por não acabar, posso continuar vivendo meus 3 dias por muitos anos. Feliz 2013!

Um dos momentos mais esquisitos/marcantes do jogo, salvando a alma de Mikau, um peixe (Zora) Guitarrista:

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