Após adiamento, Mostra de Cinema Negro começa em Cuiabá

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Imagem: divulgação.

Por Juliana Fernandez

É iniciada hoje a Mostra de Cinema Negro, que vai até quinta-feira (15) no Cine Teatro, em Cuiabá. Inicialmente com o nome ‘Liberdade Mostra de Cinema Negro’, o evento foi adiado após insatisfação da classe artística com a falta de representatividade negra na programação da mostra, além de graves acusações de racismo. A Mostra de Cinema Negro chega ao público a partir das 17h, com uma roda do Abadá Capoeira na Praça Alencastro. O evento traz produções assinadas por cineastas negros de diferentes regiões do Brasil, além de Slam Poetry, intervenções de grafite, shows de rap, palestra e roda de conversa.

A cineasta Juliana Segóvia faz parte da mostra com “Sob os Pés”, documentário de 2015 dirigido em parceria com Neriely Dantas. Ela conta que não houve convite para sua participação, entretanto, isso não impediu que ela e outros fomentadores culturais contribuíssem na construção da programação após o adiamento da primeira mostra.

“Eu acabei ajudando a contribuir com a Lidi [Lidiane Freitas de Barros, assessora da SEC-MT], que assumiu a frente a mostra e sua organização. Ajudei a construir a programação, trazendo nomes daqui e de outras regiões. A Lidi me convidou a participar da roda de conversa ‘Cinema Negro em MT’, que será mediada pelo Paulo Traven. Também participarão da roda o Wuldson Marcelo e o Maurício Pinto, a gente vai debater sobre como trazer mais pessoas negras para dentro da produção audiovisual em Mato Grosso”, explica a diretora.

Integrante da roda de conversa ‘Cinema Negro em MT’, o escritor e cineasta Wuldson Marcelo participa da mostra com ‘Se acaso a tempestade fosse nossa amiga, eu me casaria com você‘, no qual divide a direção e o roteiro com Felippy Damian. Wuldson acredita que o descaso com artista e produtores culturais negros, além de representantes do movimento negro e das religiões de matrizes africanas vem de longa data, e consiste em um problema que vai além da pasta que atende a cultura em Mato Grosso.

“Acredito que depois da mobilização em torno da falta de representatividade, que ficou bem marcada na primeira programação, a mostra terá um público mais preocupado em conhecer e reconhecer as produções audiovisuais realizadas por homens e mulheres negras. São filmes que contam a história, as culturas, as religiões, as vivências de negros e negras neste país onde o racismo é estrutural e a ideia de democracia racial mascara, ou tenta, a sua existência deste crime”, finaliza Wuldson.

Confira a programação da Mostra de Cinema Negro:

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