Em preto, branco e cerâmica, artista reverência homem e natureza para homenagear João Sebastião

Em reverência a obra do artista plástico João Sebastião, o cacerense Airton Reis abriu, na terça-feira (28), sua exposição Luto Cultural, com a qual marca um ano de morte do homenageado. Em preto e branco, ele traz aos salões da Casa Cuiabana 50 peças com ícones da terra modelados em cerâmica. Simbologia que remete a sua historia e estabelece uma ligação entre elementos da natureza e cotidiano, itens indissociáveis na obra de João.

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Conhecido por suas cores intensas e forte apela a cultura mato-grossense, ele, que se doou a arte por mais de 40 anos, valorizava sobretudo os animais do Pantanal, em espcial a onça-pintada, materializada muitas vezes no rosto de uma mulher. A explosão visual destas fusões, hora resultantes em Fridas , hora em garras dispostas pelo espaço, o levaram a  expôr nos principais museus de arte do país e do exterior, consolidando seu nome como um dos mais importantes das artes plásticas da região.

Pintor, desenhista, figurinista e professor, João Sebastião Iniciou seus estudos de pintura com Bartira de Mendonça em 1965, em Cuiabá. Entre 1966 e 1967, fez contato com nomes representativos de tendências modernas, no Rio de Janeiro e, por volta de 1969, começou a freqüentar o ateliê de Humberto Espíndola (1943), em Campo Grande (MS). Ao longo destes períodos, já deixava claro sua preferência pelas formas femininas, as quais demonstrava interesse e gratidão.

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A partir de 1973, com o traço já consolidado, passou a desenvolver atividades artísticas no Museu de Arte e Cultura Popular na Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, na Capital. Diante do histórico e do retrato multicolorido da relação entre o homem e a natureza, tão explorados por João, Airton buscou referências para seu trabalho. Junto a isso, rememorou a própria infância a beira do Rio Paraguai, trazendo a produção a figura do peixe, hoje parte do seu universo iconográfico.

“Há outros elementos presentes como pedras, rochas e conchas. Sou um artista das águas. Fui construindo esta exposição como um sentimento de gratidão em relação a João Sebastião porque ele foi o meu mestre, me ensinou como humanizar símbolos da terra como o peixe, que está sempre presente nas minhas obras”, explica Airton.

Todas as peças são, segundo Airton, em preto e branco para simbolizar o luto. Há apenas uma colorida, uma tela produzida há 35 anos e que já esteve presente em diversas exposições. “É uma referência da minha história”, revela. A exposição tem entrada gratuita e acontece e fica em cartaz até o dia 9 de março.

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