“Mundo Paralelo” dos livros

 

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Reprodução: Acervo Pessoal Anna Leon

 

Por Lorena Krebs

De Camões a Pessoa, de Assis a Drummond, de Vargas Llosa a García Márquez, e de tantos outros a tantos outros, o mundo da literatura é vasto. Repletos de histórias que aumentam a imaginação e dão asas a quem se permite ter, os livros são a chave para o desenvolvimento de muitas coisas, mas, nem sempre, o acesso a estes é fácil.

Pensando nisto que as estudantes universitárias, Anna Leon e Bruna Vaz criaram a iniciativa “Mundo Paralelo”. A ideia é que possam, por meio de quatro vertentes de trabalho, auxiliar o acesso aos livros em Cuiabá. As duas, que vieram de realidades diferentes, têm em comum a paixão pela leitura e a vontade de mudar a educação brasileira. Continuar lendo ““Mundo Paralelo” dos livros”

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Porque hoje somos todos Brasil

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Reprodução: Blog do Jucá

Por Lorena Krebs

O meu Brasil nem sempre foi de futebol, mas o Brasil de mais de 142,2 milhões de brasileiros* foi carregado de euforia, de mãos levando a camisa do time a boca, meio que pra abafar algum grito já comprimido, ou de mãos que recorriam a cabeça para deixar claro o desespero ante a cena que se sucedia no campo. Este Brasil sempre viu a bola rolando na grama, as torcidas organizadas e o triunfo da conquista de algum campeonato.

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O retrato, por Gogol

Alguns artistas se veem, constantemente, diante de um impasse: o que fazer com sua arte: dedicar-se a esta por amor, e não comercializá-la, afinal, os apreciadores saberão o real valor delas; ou seguir uma vertente que não lhes agrada por dinheiro e assim se manter dela, ou ainda, tentar conciliar os dois sem deixar a essência sumir. Tal dilema foi relatado de uma forma tão consequentemente natural por Nikolai Gogol, em “O retrato”, que, por vezes, nem sequer parecia ser um conflito tão grande na cabeça do protagonista da primeira parte do conto.

Nikolai Gogol

A primeira parte do conto é sobre uma parte da vida de um jovem pintor, Tcharkhov, que, mal tendo o dinheiro para pagar seus aluguéis vencidos, consegue, de alguma forma, dispensar uma parte de seus últimos centavos na compra de um retrato que acredita ter pertencido a um exímio pintor. Continuar lendo “O retrato, por Gogol”

Saci Pererê: o Jack da Lanterna brasileiro

Quem, quando criança, nunca se imaginou vestindo fantasias e saindo às ruas – todas enfeitadas e carregadas de cores como laranja e preto – batendo de porta em porta e perguntando “doces ou travessuras?”. Incentivados por uma indústria cinematográfica norte-americana, nos víamos cada vez mais imersos naquela cultura, e querendo, de alguma maneira, dela fazer parte, nem que fosse apenas para ter uma desculpa “razoável” para jogar papel higiênico na árvore, ou na casa, do vizinho.

No entanto, o Brasil nunca incrementou à sua cultura tal comemoração; há, é claro, comemorações particulares no dia 31 de outubro, sempre tentando trazer um pouco da ideia de que os fantasmas estão por aí e que os zumbis irão dominar o mundo, nem que seja apenas naquela noite, caraterizando assim, atualmente, a noite do dia 31 quase como um carnaval para as almas penadas e que traz personagens tão ilustres quanto Jack da Lanterna. Continuar lendo “Saci Pererê: o Jack da Lanterna brasileiro”

“O avesso às vezes dá certo”

Silva é um dos sobrenomes mais comuns no Brasil, e, de acordo com uma pesquisa citada no site Wikipédia, estima-se que cerca de 10% de brasileiros – numa amostragem um número pequeno, mas, tomemos a liberdade de explanar como se estivéssemos falando de toda população, o que nos deixaria com 19, 4 milhões – possuem este sobrenome. Na falta de dados mais concretos ou falta de informação do IBGE, me contento, por hora, com esses 10%, e mais, ainda tomo a liberdade de falar que é provável que muitas pessoas que não estão inclusas dentro destes 10% possuam tal sobrenome, mas, facilitemos a escrita de meu raciocínio.

Desta porcentagem, boa parte consegue uma maneira de esconder tal sobrenome, ou de não ter que usá-lo. O “comum” parece causar uma certa aversão nas pessoas, sobrenomes diferentes e incomuns costumam prevalecer diante desses que são a cara do Brasil – e de Portugal também – uma ressalva inclusive para o sobrenome desta que vos escreve, que preferiu o estrangeiro ao brasileiro, acontece, né?

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