Scream & Shout: a corte está ameaçada

Olá, paculteiros. Estive afastado da nossa programação pop de toda semana-nos-dai-hoje, porque me empenhei em escrever o artigo publicado na terça-feira, da semana passada. Se você ficou observando muito as estrelas no telescópio, foi abduzido – como no The Sims – e não sabe sobre qual artigo estou falando, é só clicar aqui. Os resultados foram muito positivos e inspiradores e eu me sinto ainda mais intimado a sempre ficar por aqui, pertinho de vocês.

Que bom poder voltar a falar de música pop logo quando a princesa do gênero está, também, de volta à ativa. De férias da música para se tornar jurada e técnica do Xfactor, Britney cedeu seu rosto, sua marca e sua voz para Scream & Shout, parceria no álbum, igualmente de retorno, do cantor will.i.am (#willpower, previsto para ser lançado em 2013). Continuar lendo “Scream & Shout: a corte está ameaçada”

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O urso-cinzento e sua obra-prima

18 de setembro de 2012. O dia do lançamento de um dos melhores álbuns do ano.

Alguns álbuns passam despercebidos, sem serem notados. Ficam ali escondidos, só esperando para serem descobertos. Uns são tão ruins que nem quando notados ganham destaque. Outros, quando são descobertos, se tornam referência cult. Alguns, ainda, são renegados a meros papeis de coadjuvantes em meio a um competitivo cenário de artistas frustrados e bandas estreladas. Nenhum desses casos é o do Shields, novo álbum do Grizzly Bear, que já nasceu pronto para brilhar.

Shields é um épico de 10 faixas e algumas sensações. Muitos duvidavam que a fantástica banda do Brooklyn conseguiria fazer algo superior ao belo Veckatimest. Conseguiram com sobra. O álbum é uma obra-prima. É um daqueles álbuns que se tornam referência. Merecidamente. Continuar lendo “O urso-cinzento e sua obra-prima”

Aura Dione: in love with the world

Sabe quando você não tem muitos argumentos para simplesmente dizer que não tem argumentos? Pois é, o Sol de Cuiabá fez esvair, completamente, toda a minha inspiração. Acalmem-se! Não totalmente. Há algum tempo, questão de meses, flanando em Facebook de amigos que curtem músicas do cenário alternativo, encontrei “fulano curtiu Aura Dione” – eu realmente não me recordo de quem foi a página responsável por proporcionar este grande encontro -. E, desde então, quando acessei a página oficial da cantora, passaram-se poucos segundos para eu, no mínimo, me intrigar com seus exageros: voz, estilo, boca, dentes, olhos. Continuar lendo “Aura Dione: in love with the world”

Não é apenas mais um conto de Halloween americano

Arte: Rafael Irineu

Era bem verdade que, quando Katy havia se dirigido ao jardim para conferir os últimos detalhes da pequena confraternização, a Lua já pintava o céu com uma réstia de luz refletida num novelo de nuvens densas; era verdade, também, que agora, olhando pela escada que descia sob seus pés, o medo que ia lhe subindo pela espinha, realizando sinapses e provocando pequenos espasmos pelo corpo todo, parecia antecipá-la para tudo de ruim que viria acontecer nos próximos atos.

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Sempre Thriller

Suponhamos que alguém tenha me desafiado a experienciar a temática dessa semana do PACULT – para os desantenados, apenas meu silêncMENTIRA: Halloween -; suponhamos que eu tenha aceitado; suponhamos que não seja suposição que eu possa, tranquilamente, ser confundido com um zumbi… É, glr. Aqui caberia muito bem aquela expressão “naum ta fácil”, mas, já que eu escolhi fazer Comunicação Social, deveria estar ciente de que a vida seria assim mesmo: correria, poucas horas de sono, olheiras, mau humor. Aí sempre me pergunto: por que não fui fazer medicina? Rs rs rs

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Ailee: Um Pouco de Sorte, Um Belo Rosto e Muito Talento.

 

Já começo o post pedindo desculpas por postar no domingo ao invés do sábado, mas acho que uma reunião de família somada aos lançamento de episódios novos do reality show favorito deste que vos fala e de quase metade dos colaboradores do pacult é choque de monstro, digo, é uma desculpa plausível para me atrasar um pouco no lançamento do post.

No mercado asiático, em especial no coreano, é muito mais fácil para os grupos fazerem sucesso, do que um cantor solo. Pense bem, você pode gostar de uma pessoa que pertença a um grupo e por causa dessa pessoa comprar coisas relacionadas ao mesmo, mas se você não gostar de um cantor solo, você não comprará nada que diga respeito a ele.

Atualmente a situação tem mudado bastante e diversos cantores, novos e antigos, têm conseguido fazer sucesso solo. Ainda que os cantores antigos tenham sua parcela de importância, ouso dizer que essa nova safra de cantores solo seja responsável por essa guinada no mercado.

Dentre os diversos cantores solo que debutaram este ano, uma cantora em especial chamou minha atenção.

Ailee

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The Boys: o mesmo novo; de novo.


Olá, paculteiros! Semana acabando, pessoal que estava de greve se ferrando  correndo atrás do tempo (definitivamente) perdido, semana do Hallowen chegando e Nicki Minaj muito a fim de emplacar na Billboard – e é claro que estes dois últimos assuntos não se relacionam –Não faz sequer uma semana que o videoclipe de Justin Bieber, Beauty and a Beat, no qual Minaj faz participação, chegou a público e, aí está, outro videoclipe no qual a rapper só inova, em tese, na participação. Continuar lendo “The Boys: o mesmo novo; de novo.”

O twee pop e a nostalgia de uma inocência já perdida

Em 1986, a revista britânica de música NME lançou uma fita cassete (sim, daquelas que tem dois furinhos no meio e que a gente enfiava a caneta BIC nos buracos) chamada C86. A fita era uma compilação de um novo gênero feito de letras puras e nostálgicas, melodias doces e alma pura: o twee pop. Estilo esse que é considerado o primeiro de música independente fora dos padrões musicais da época.

A definição de “twee”, no UrbanDictionary:

  1. twee
    Something that is sweet, almost to the point of being sickeningly so. As a derogatory descriptive, it means something that is affectedly dainty or quaint, or is way too sentimental

Resumindo: é algo tão fofo, doce e sentimental que chega a enjoar. Traduzindo para português seria mais ou menos algo como “piegas”. É assim que é o twee pop. Uma explosão de sentimentos não revelados, lembranças perdidas, fofura, nostalgia da nostalgia e uma pitada de frustrações internas.

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Rihanna: “sem remorsos” por se reinventar

Rapte-me camaleoa
Adapte-me a uma cama boa
Capte-me uma mensagem à toa
De um quasar pulsando lôa
Interestelar canoa…

Ah, que maravilha! Voltar, após uma semana de deliberações. Já estava com saudades dos paculteiros de plantão que, a cada dia, se tornam mais numerosos. É gente que eu nunca imaginei que fosse ler algum dos meus posts, mas que, aos poucos sai da penumbra: vem comentar por facebook, twitter e/ou pessoalmente, que concorda com alguma opinião, discorda de outra. Críticas, boas e construtivas, são sempre bem-vindas e, saibam, igualmente gratificantes. Obrigado por nos acompanharem e, se semana passada ficamos off-line, foi para melhorar para vocês; haverá promoções pela frente, já mudamos nossa página ~ nothing but: lindo ~ e, aos poucos, acertamos que alguns detalhes ainda serão ajustados. Nos aguardem!

Se voltar por voltar é bom, imagine se for trazendo notícia boa? Pois bem. Há poucas horas, a maior artista das últimas décadas eleita pela Billboard, Rihanna, anunciou nome e capa de seu novo álbum. Unapologetic é o sétimo álbum consecutivo da cantora que, desde seu Music Of the Sun (2005), vem pontuando o topo das mais importantes paradas musicais. Continuar lendo “Rihanna: “sem remorsos” por se reinventar”

“O avesso às vezes dá certo”

Silva é um dos sobrenomes mais comuns no Brasil, e, de acordo com uma pesquisa citada no site Wikipédia, estima-se que cerca de 10% de brasileiros – numa amostragem um número pequeno, mas, tomemos a liberdade de explanar como se estivéssemos falando de toda população, o que nos deixaria com 19, 4 milhões – possuem este sobrenome. Na falta de dados mais concretos ou falta de informação do IBGE, me contento, por hora, com esses 10%, e mais, ainda tomo a liberdade de falar que é provável que muitas pessoas que não estão inclusas dentro destes 10% possuam tal sobrenome, mas, facilitemos a escrita de meu raciocínio.

Desta porcentagem, boa parte consegue uma maneira de esconder tal sobrenome, ou de não ter que usá-lo. O “comum” parece causar uma certa aversão nas pessoas, sobrenomes diferentes e incomuns costumam prevalecer diante desses que são a cara do Brasil – e de Portugal também – uma ressalva inclusive para o sobrenome desta que vos escreve, que preferiu o estrangeiro ao brasileiro, acontece, né?

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